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O Graves antigo voltou. E ainda é um problema. A Riot soltou ontem o patch 4 do LoL Classic e, sem alarde, devolveu pra gente o cowboy da escopeta na forma original, junto com Fizz, Nami e Nautilus. Se você jogava bot lane quando o Graves ainda era ADC, já sabe o que vem por aí. Se não, bom. Segura firme.
O que realmente chegou com o patch 4
Versão curta. O Phreak passou pelo patch e confirmou que quatro campeões entram no pool do LoL Classic: Graves, Fizz, Nami e Nautilus. Quatro picks, um patch, e um deles é uma cápsula do tempo completa. Graves antigo, kit antigo, atitude antiga.
E olha, os outros três também importam. O Fizz na versão inicial é o mid mais escorregadio que a Riot já construiu, a Nami traz a bolha e a onda, e o Nautilus continua sendo o tanque da âncora que te segura pelo tempo de um almoço inteiro. Mas ninguém está falando desses três. Todo mundo está falando do cowboy.
Porque o Graves antigo não é o jungler que você conhece. Ele era atirador, um valentão de bot lane com um Buckshot em cone, uma cortina de fumaça que cegava a lane inteira e uma passiva que acumulava resistências quanto mais tempo ele ficava na luta. Alcance curto, burst gigante, status de tanque de graça. Esse era o design inteiro.
A ideia por trás do Classic sempre foi bem clara: o jogo tem que parecer o de antigamente, com todos os defeitos. Então não vem um rework moderno e polido. Vem o campeão que as pessoas lembram. Honestamente, maluco. A Riot normalmente lixa as arestas de tudo.
Por que isso muda suas partidas no Classic
A questão é que o LoL Classic já era um jogo diferente do live. Mais lento, mais burro no melhor sentido, muito mais punitivo com posicionamento. Colocar nesse ambiente um valentão de lane com cegueira e resistências de graça é jogar pimenta em algo que já queimava.
Pensa em como a bot lane estava nos últimos patches. As trocas eram decididas por quem tinha o melhor reset de auto, quem desviava da skillshot, quem tinha o suporte com o engage certo. Agora um lado pode simplesmente andar, jogar fumaça na linha de wards, dar Buckshot à queima-roupa e sair com buff de resistência. É uma equação completamente diferente.
Os que mais perdem são os suportes, eu acho. O Nautilus chegando no mesmo patch significa que a lane vai virar um festival de CC. Nautilus puxa, Graves solta fumaça, e seu carry morreu antes do segundo Buckshot cair. Mains de Nami, aproveitem a bolha, vocês vão precisar.
E tem a parte da meta. Todo patch do Classic até agora mexeu forte nas taxas de pick, porque o pool é pequeno e cada campeão novo é uma fatia maior. Quatro de uma vez é a maior injeção que o Classic já teve, e o pool da semana que vem não vai ter nada a ver com o da semana passada. O pool antigo tinha ficado sem graça? Talvez. Era essa a solução? Estamos prestes a descobrir.
Papo reto: o que fazer na prática
OK, parte prática. Se você joga contra o Graves antigo, respeite a fumaça. Seu instinto do live é lutar através da negação de visão, porque as fumaças modernas são curtas e fracas. Essa não. Recua na hora em que ela cai, espera, e volta a entrar quando os stacks da passiva dele sumirem. Trocar contra um Graves com a passiva cheia é o jeito de levar 3-0 na lane.
Se você vai pickar ele, o plano é simples: dash pra dentro, cega, Buckshot na distância de abraço, dash pra fora. As três balas só acertam no alcance corpo a corpo, esse é o truque inteiro. E o engraçado é que a maioria de quem nunca jogou de Graves antigo vai atirar o Buckshot no alcance máximo e se perguntar por que ele parece fraco. Ele não é fraco. Você só está jogando ele como atirador moderno.
O Nautilus é o mais fácil dos quatro de fazer funcionar. Gancho, auto pro root, e deixa a escopeta trabalhar. O Fizz é o oposto, precisa de mão, e se você não sabe o timing do pulo vai só feedar. A Nami é o pick seguro e chato, e chato está ótimo se você quer realmente ganhar a lane.
Papo reto: se esse patch derrubar sua subida em qualquer fila, provavelmente não é o patch, são os aliados coinflip. Ninguém consegue consertar seu duo que come o gancho do Nautilus pela quarta vez. Se quiser pular essa parte, pegue o elo que você realmente merece e gaste seu tempo aprendendo o cowboy em vez de discutir no all-chat.
O veredito: o melhor patch do Classic até agora
Nah, vou falar. Esse é o melhor patch que o LoL Classic já lançou, e não está nem perto. Não porque os quatro campeões estejam balanceados. Não estão. Porque são memoráveis, e o Classic vive ou morre naquela sensação de jogar algo que você realmente lembra.
Quer dizer, o ponto inteiro de um modo retrô é sentir a coisa antiga. O Graves antigo é a coisa antiga. No momento em que você dá dash e vê três balas tirarem um terço da barra de vida, você está de volta no seu quarto com um monitor ruim e um mouse pior ainda. Esse é o produto. O balanceamento pode esperar.
O contraponto é que um valentão de lane tão forte vai deixar a bot lane miserável pra todo mundo que não estiver do lado do Graves, e sim, isso provavelmente é verdade por umas duas semanas. Mas quem joga Classic se inscreveu pra jank old school. Se você queria a experiência moderna e lixada, o live está logo ali do lado.
Eu disse isso quando o Classic saiu e repito: o modo é um museu onde você pode jogar, não uma segunda fila ranqueada. Trate ele assim. Nas lobbies do BR também, quem mais vai curtir o patch 4 é quem vem pra se divertir com a escopeta, não quem no segundo dia já montou planilha de winrate.
Hora da previsão. Em duas semanas o Graves é o campeão mais banido nas lobbies do LoL Classic, e a Riot manda um nerf direcionado no kit dele antes do próximo patch do Classic chegar. Printa isso.
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